segunda-feira, 28 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

o céu que nos protege







por Lisboa, procurando distrair-me, enquanto espero pelos resultados das eleições

*o título do post foi (evidentemente)roubado a Paul Bowles

sábado, 26 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

o príncipe mais velho


(img. do livro Where The Wild Things Are, M.Sendak)


Os filhos são figuras estremecidas
e, quando dormem, a felicidade
cerra-lhes as pálpebras, toca-lhes
os lábios, ama-os sobre as camas.
É por mim que chamam quando temem
o eclipse e o temporal. Trazem nos cabelos
o aroma do leite e da festa das rosas.
Voam-me por entre os dedos, por entre
as malhas da rede de espuma
que lanço a seus pés. Reinam
num sítio de penumbra onde não
me atrevo sequer a dizer quem sou.

José Jorge Letria


hoje há festa! o príncipe mais velho faz quinze anos. nasceu ontem.
este é o presente do papel de lustro para ele
.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

equinócio


o verão despediu-se em grande (fabuloso dia!) e parece-me que este modo espalhafatoso de dizer adeus, traz promessas de passeios e mergulhos Outono dentro.
(a minha agenda avisa-me que o equinócio chega daqui a pouco mais de uma hora, precisamente às 21h e 18m)



para encanto imediato, clicar na imagem.
img.
daqui

domingo, 20 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

negras, as cores.





como descrever as cores? como (re)conhecê-las sem as ver? a que sabem, o que sugerem ou o que fazem sentir? um joelho ferido, a doer, pode bem ser "o vermelho"... o chocolate a deslizar na boca sabe a "castanho", "o amarelo" a mostarda e tem a suavidade de uma bochecha de bebé. azul, é a cor que tem o céu quando o sol aquece a cabeça de Tomás.

"Tomás no puede ver los colores. Estos son para él miles de sabores, olores, sonidos y emociones. Desde la oscuridad de sus ojos, Tomás nos invita a descubrir los colores sin verlos."





linhas brancas desenham palavras e escrevem imagens num livro para ler, sentir e imaginar (em Braille podemos também seguir caminho). este livro não se esgota na vulgar ideia de que os sentidos se podem substituir entre si ou que à falta de um deles, os outros se reforçam e compensam. a paleta de sensações que Tomás nos oferece é infinitamente maior do que isso e cada cor deixará de ser apenas a cor que se vê. um livro belíssimo!


El libro negro de los colores
Menena Cottin
e Rosana Faría
Libros del zorro rojo, Barcelona
(encontrado aqui)




segunda-feira, 7 de setembro de 2009

tempo novo

o verão acaba quando as aulas começam. mesmo assim vale a pena tentar prolongá-lo por mais um pouco. até porque setembro é o mês de que mais gosto e o primeiro do ano. este, chegou novinho em folha e ando ainda em estado de graça lá pela ilha dos amores.




bons caminhos para tod@s!

sábado, 5 de setembro de 2009

plantas e selos




o Homem dos Selos tinha um sótão repleto de cartas extraviadas e a cabeça cheia de ideias desordenadas. Garmann espreitava-o desde o seu quintal e desejava chegar-se perto. um herbário (aos onze anos, o meu era um pequeno tesouro que guardava com delicadeza) e os selos dessas cartas, são as linhas do encontro e da amizade que marcam esta história feliz.










é o segundo livro de Stian Hole, autor e ilustrador norueguês, que utiliza a fotografia, a colagem e o retoque digital para criar um universo visual muito próprio, com personagens e cenários cheios de detalhes e proximidades com o leitor.

La calle de Garmann
Stian Hole
Kókinos, 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

um conto inadequado


numa carruagem de comboio viajam três crianças acompanhadas por uma tia. são irrequietas e irreverentes. vulgares, portanto.






um viajante desconhecido garante
por dez minutos o sossego na carruagem, contando-lhes a história de Bertha, uma menina horrivelmente boa.

«- Era guapa?- perguntó la mayor de las niñas.
- No tanto como ustedes- respondió el hombre- , pero ella era horriblemente buena.
Se produjo una reacción en favor del cuento; la palabra "horrible" aplicada a la bondad era una innovacción digna de elogio. Parecía introducir una nota de verdad que faltaba en los cuentos infantiles de la tia.»


ele sabe qu
e para as crianças os mundos às avessas são muito sedutores: um jardim real sem flores mas repleto de pequenos porquinhos que correm por todo o lado, uma menina boa que, denunciada pelo tilintar das suas medalhas de mérito, acaba devorada por um lobo e um prémio que se revela fatal, são pérolas que prendem a atenção dos pequenos viajantes. para lá da racionalidade.



«(...) - Es el único cuento bonito que he oído en mi vida - dijo Cyril.
La tía manifestó una opinión discrepante.
- Es el cuento de lo más inadecuado para uns niños pequeños. Acaba de echar usted a perder el trabajo de años de esmerada educación.
- En cualquier caso - dijo el hombre mientras recogia sus pertenencias y se disponía a abandonar el vagón -, los he tenido callados durante diez minutos, que es más de lo que usted ha conseguido(...)»




El Contador de Cuentos
escrito por Saki
ilustrado por Alba Marina Rivera
Ediciones Ekaré, Venezuela
(prémio Novos Horizontes na Feira do Livro de Bolonha em 2009)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

outra alice

em contagem decrescente para esta alice,


uma outra de 1949, realizada pelo americano Lou Bunin (1904-1994) bonecreiro e pintor de murais (trabalhou com Diego Rivera); o filme foi impedido pela Disney de circular nos EUA, para que não prejudicasse a sua própria versão da história de Lewis Carroll lançada em 1951.
(via Splog)



(sobre Lou Bunin, mais informação aqui, aqui, e aqui; mais imagens do filme aqui)


sábado, 22 de agosto de 2009

na praia











Theo Jansen cria esculturas que caminham. o vento, a areia e olhos curiosos acompanham-nas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

encontro sempre marcado



Explicação da ceguez

Quando o pirilampo morreu

O homem disse: fiquei cego

Mesmo continuando a ouvir os ralos

Não acharei o caminho para casa

Tinha roubado um pára-raios velho

E pondo-o à cabeça esperava


A mãe


Daniel Faria
img. de Robert and Shana ParkeHarrison

terça-feira, 18 de agosto de 2009

da galicia, Rosalía.



Tal como as nubes

Tal como as nubes

que impele o vento,

i agora asombram, i agora alegran
os espasos inmensos do ceo,

así as ideas

loucas que eu teño,

as imaxes de múltiples formas,
de estranas feituras, de cores incertos,

agora asombram,

agora acraran
o fondo sin fondo do meu pensamento.



Escolma Poética
Rosalía de Castro
ilustração de Belén Padrón
Faktoría K de Libros

sexta-feira, 31 de julho de 2009

(por la calle)



(Pl. Lavapies)


(Caixa Fórum)


(Pl. de Cascorro)




(C/ Alcalá)




(Pl. Mayor)

terça-feira, 28 de julho de 2009

contador de histórias

primeiro encontro: no jardim. duas horas depois: vontade de voltar uma e mais vezes, deixar-me ficar por perto destes iguais. confronto, incomodidade: o outro, do meu tamanho, à minha espera. inesperado e desarmante conforto.








Juan Muñoz - Retrospectiva . Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid

(até 31 de Agosto)

Juan Muñoz nasceu em Madrid (1953), onde viveu sob a ditadura franquista. em meados da década de 70 mudou-se para Inglaterra, onde estudou arte e design e atingiu o auge da sua popularidade na década de 80. definia-se como um "contador de histórias". morreu subitamente em 2001, com 48 anos de idade.

terça-feira, 21 de julho de 2009

where the wild things are



enquanto espero o filme do Spike Jonze e visito o blog associado, encontrei esta versão mais gráfica da história que Maurice Sendak publicou em 1963:


(ilustração de Mariola Bruszewska)