quarta-feira, 15 de abril de 2009

quotidianos minúsculos




antscape paiting




last kiss




dear son






bad road





Little People in the City



Slinkachu é um artista londrino que promove intervenções urbanas distribuindo pela cidade miniaturas de pessoas, animais e objectos, insectos mortos, lixo urbano e até caracóis grafitados, criando cenários liliputianos e integrando-os na cidade de Londres. o resultado é bastante lúdico e as fotografias destes frágeis e indefesos mundos xs em interacção com o ambiente urbano hostil, podem ser vistas no blog do artista. as melhores fotografias foram reunidas em 2008 no livro “Little People of the City”.(img.daqui)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

arquivo universal 2









ainda a propósito da exposição Arquiv
o Universal: Portugal, final dos anos 50.
a 'condição de documento' da fotografia de Gérard Castello-Lopes (img. daqui)

domingo, 12 de abril de 2009

ovo de lustro



the oddest chick I've ever seen,
had feathers pink and blue and green,
a crimson beak, a purple leg,
'Twas hatched out from an Easter-egg.

sábado, 11 de abril de 2009

Prévert





(fotografado em Paris por Robert Doisneau)

Jacques Prévert faleceu a 11 de Abril de 1977.







LES FEUILLES MORTES

Oh, je voudrais tant que tu te souviennes,
Des jours heureux quand nous étions amis,
Dans ce temps là, la vie était plus belle,
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Tu vois je n'ai pas oublié.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi,
Et le vent du nord les emporte,
Dans la nuit froide de l'oubli.
Tu vois, je n'ai pas oublié,
La chanson que tu me chantais...
C'est une chanson, qui nous ressemble,
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais.
Nous vivions, tous les deux ensemble,
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais.
Et la vie sépare ceux qui s'aiment,
Tout doucement, sans faire de bruit.
Et la mer efface sur le sable,
Les pas des amants désunis.
Nous vivions, tous les deux ensemble,
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais.
Et la vie sépare ceux qui s'aiment,
Tout doucement, sans faire de bruit.
Et la mer efface sur le sable,
Les pas des amants désunis...
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Mais mon amour silencieux et fidèle
Sourit toujours et remercie la vie
Je t'aimais tant, tu étais si jolie,
Comment veux-tu que je t'oublie ?
En ce temps-là, la vie était plus belle
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui
Tu étais ma plus douce amie
Mais je n'ai que faire des regrets
Et la chanson que tu chantais
Toujours, toujours je l'entendrai !

sexta-feira, 10 de abril de 2009

arquivo universal 1

a propósito da exposição Arquivo Universal - o documento e a utopia fotográfica (felizmente no CCB ainda até ao próximo dia 3 de Maio, hoje foi impossível de ver por inteiro no par de horas disponível), fotografias de Walker Evans, tiradas com uma câmara escondida, entre 1936 e 1941, a passageiros anónimos do metro de Nova Iorque.




Many Are Called, Walker Evans

quinta-feira, 9 de abril de 2009

upside downside













































The Rocket Book
Peter Newell


tudo começa quando um malandreco imprudente acende o rastilho de um foguete na cave de um prédio de 20 andares, o qual, seguindo caminho até ao sotão, vai surpreendendo os habitantes prédio acima e expondo para nós as mais variadas cenas domésticas. o buraco provocado pelo projéctil irrompe pelas páginas do livro incorporando as ilustrações. (pode ser lido aqui)

Peter Newell (1862-1924), artista norte-americano, criou diversos livros para crianças, como O Livro Inclinado (já editado em Portugal pela Orfeu Negro) ou The Hole book (para virar as páginas é necessário clicar no buraquinho, eh, eh!) tendo-se tornado conhecido pelo humor subversivo das suas histórias, os jogos visuais e as rimas ou trocadilhos cómicos. Foi também autor dos livros Topsys & Turvys, com leitura gráfica em duas perspectivas, e da banda desenhada, Naps of Polly Sleepyhead publicada em vários jornais entre 1906 e 1907.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ir por aí...



As Viagens na Poesia, Lisboa Editora

"poemas que falam de muitas e diferentes viagens, reais e imaginadas, por terra e por mar, de viagens aéreas e espaciais..."
o primeiro deste conjunto de 29 poemas de poetas portugueses e brasileiros, unidos em volta do tema da viagem, é um poema de Fernando Pessoa.

Viajar! Perder países!

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa