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quinta-feira, 7 de julho de 2011

assim tenho eu andado






como quando alguém se perde num bosque durante a noite e não encontra o caminho de volta à sua casa. tempo de ouvir as vozes das estrelas, o eco do fim do mundo, o assobio dos juncos nas pedras:
"- segue! -segue! "











mas dos lugares onde apenas o sonho se atreve, só uma voz pode fazer regressar.




Quando não encontras a tua casa
Paloma Sánches Ibarzábal
Joanna Concejo
OQO editora



sábado, 7 de maio de 2011

el libro recordado

é o título de uma conferência proferida pelo escritor de silêncios mexicano Gabriel Pacheco, editado em Portugal pela OQO e Kalandraka, no âmbito do Ilumina (encontros sobre o álbum  ilustrado) durante a Feira do Livro de Valladolid e contribui decisivamente para melhor compreendermos as atmosferas originais que cria nas suas narrativas visuais.



Recordamos que com as ilustrações do livro As três meninas que a Bags of Books publicará no outono, Gabriel Pacheco venceu este ano o CJ 3rd Picture Book Award. A editora tem ainda prevista para breve a publicação de um outro livro ilustrado por Gabriel Pacheco, O homem que entrava pela janela (Fado Vadio), história poética escrita por Gonzalo Moure Trenor e que tem Lisboa como cenário.
















(uma excelente entrevista a Gabriel Pacheco pode ser vista aqui)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

peixe colorido

É um peixe mas não se pode comer. Um arenque, peixe que não se come assim sem mais nem menos. Chega pela mão da  Bruaá, o primeiro petisco criativo do ano: Arenque Fumado, poema de Charles Cros (1842 – 1888), ilustrado por André da Loba. Logo que o apanhemos queremos prová-lo!






O arenque fumado

Era um grande muro branco – nu, nu, nu,
Posta no muro uma escada – alta, alta, alta,
No chão, um arenque fumado – seco, seco, seco.

Ele chega, trazendo nas mãos – porcas, porcas, porcas,
Um martelo pesado, um prego – bicudo, bicudo, bicudo,
Um novelo de fio – grosso, grosso, grosso.

Subindo então à escada – alta, alta, alta,
Espeta o prego bicudo – toque, toque, toque,
Ao alto do muro branco – nu, nu, nu.

Deixa fugir o martelo – que cai, que cai, que cai,
ao prego amarra a corda – longa, longa, longa,
E à ponta o arenque fumado – seco, seco, seco.

Volta descer a escada – alta, alta, alta,
Leva-a, e ao martelo – pesado, pesado, pesado.
E lá se afasta para – longe, longe, longe.

Então o arenque fumado – seco, seco, seco,
Na ponta da corda – longa, longa, longa,
Balança devagarinho – sempre, sempre, sempre.

E eu inventei esta história – banal, banal, banal,
Para enfurecer as pessoas – graves, graves, graves,
E divertir as criancinhas – pequenas, pequenas, pequenas.

Charles Cros
via

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

lunário



A bicicleta pela lua dentro — mãe, mãe —
ouvi dizer toda a neve.
As árvores crescem nos satélites.
Que hei-de fazer senão sonhar
ao contrário quando novembro empunha —
mãe, mãe — as telhas dos seus frutos?
As nuvens, aviões, mercúrio.
Novembro — mãe — com as suas praças
descascadas.

A neve sobre os frutos — filho, filho.
Janeiro com outono sonha então.
Canta nesse espanto — meu filho — os satélites
sonham pela lua dentro na sua bicicleta.
Ouvi dizer novembro.
As praças estão resplendentes.
As grandes letras descascadas: é novo o alfabeto.
Aviões passam no teu nome —
minha mãe, minha máquina —
mercúrio (ouvi dizer) está cheio de neve.(...)

Herberto Helder
Poesia Toda
Assírio & Alvim, 1998
img:  o lunário para 2011 é da ilustradora argentina Cecília Afonso Esteves 
         e pode comprar-se aqui 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

sais de prata ou entras de ouro?


Em 2010, Eugénio Roda (Emílio Remelhe) lançava:
" mostra o que trazes nas mãos, vê onde poisas os pés." Assim fizemos.

Para 2011,  Ano Internacional da Química e ano Europeu do Voluntariado, as Edições Eterogémeas, quer dizer o Gémeo Luís e o Emílio Remelhe, lançaram mais um livro-agenda - 2011 LIGAÇÕES QUÍMICAS - FULL TIME ATTITUDES, com ilustradores de diferentes nacionalidades, textos de Eugénio Roda, precioso cuidado gráfico e novas exortações: 
Formula hipóteses, faz experiências, tira conclusões: sais de prata ou entras de ouro?









Estamos ligados. Em círculos viciados e virtuosos. Nesta matéria, estamos de acordo. Mas importa regular a acidez. Afinal, as melhores soluções são básicas e as piores nunca são neutras. Formula hipóteses, faz experiências, tira conclusões: Sais de prata ou entras de ouro?
Anna Castagnoli

Ale + Ale (Alessandro Lecis e Alessandra Panzeri)

Bom Ano!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

lustro do dia: Grant Snider

 




























 (o dia deixou-me carregada de patine mas ainda assim, longe do nostalgia point)





terça-feira, 26 de outubro de 2010

varinha mágica

contundente mas não das que servem para triturar as sopas:





Maldita Varita Mágica de Jaime Martínez, Blur Ediciones

(obrigada cn por este presente de outono)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

dibuixar

no atelier da ilustradora catalã Montse Ginesta




(enquanto acompanho a residência espanhola do Jardim)
via

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

a vida dos livros

a Bretanha, a voz de Jeanne Moreau e as ilustrações de Rebecca Dautremer na Festa do Cinema Francês:


Kérity, la Maison des Contes



entrevista a Rebecca Dautremer aqui

segunda-feira, 23 de março de 2009

lustro do dia: Joanna Concejo

L' angelo delle scarpe
Giovanna Zoboli e Joanna Concejo
da editora Topipittori
belíssimas estas ilustações da artista polaca Joanna Concejo