sexta-feira, 27 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
a salvo
nunca consigo dar conta por inteiro, dos suplementos do jornal que compro e, de vez em quando, se a pilha se apresenta muito vergonhosamente empoeirada, encho-me de coragem e despejo uns quantos no contentor do papel. a seco, sem olhar as capas, sem desfolhar, que é pouca a certeza de estar a fazer a coisa certa.
felizmente que ao salvar da pira os mais recentes, para os acabar de ler nas férias - o tempo é mais gordo - este texto do Rui veio comigo, para contrariar a ideia de descanso absoluto e porque trouxe o Anibaleitor para ler em voz alta com os rapazes.
Acho que estamos em viagem e a mala é cada vez mais pequena. A idade não nos ensina nada, mas a mala torna-se mais pequena. No dia em que perder a capacidade de me fascinar e de ter curiosidade, nesse dia é que estou morto. Fora isso, estou sempre disponível. Já não tenho é a velocidade de resposta que tinha e compenso-a com um maior catálogo de respostas ‘pronto-a-usar’. continuar a ler
domingo, 22 de agosto de 2010
e lá vou eu
img. Gérard Dubois
Mesmo que não conheças nem o mês nem o lugar
caminha para o mar pelo verão
caminha para o mar pelo verão
Ruy Belo
sábado, 21 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
saltaste a cerca porquê?*
Abertura
Silêncio mas porquê e não apenas vento
até que a pedra se arredonde enfim
e a água se expanda
ralada no verde?
até que a pedra se arredonde enfim
e a água se expanda
ralada no verde?
Um sono que se estenda obliquamente
entre a murada construção da idade
e as veredas ordenadas pelo passado
entre a murada construção da idade
e as veredas ordenadas pelo passado
Uma memória a ter-se
mas não aquela que o futuro impeça
mas não aquela que o futuro impeça
(in Hábito da Terra. Luanda, União dos escritores Angolanos, 1988)
aqui, a "autobiografia" que Ruy Duarte de Carvalho escreveu para o Jornal de Letras em 2005
* verso caído de Observação Directa, Cotovia, 2000
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
o mar ainda tão longe
depois de muitos dias a inventar refrescos pela cidade,
img. daqui
vou ver se encontro outros cursos de água.
img. daqui
quinta-feira, 29 de julho de 2010
trippy
A Kitty Crowther e Bruno Salamone desenharam os meus últimos dias, a longa espera de ver o meu pai regressar de lugares onde nunca estive e que não conheço. Seriam assim?
Respiro de novo.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
The Lost Thing
terça-feira, 6 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
dia da bola no festival
Hoje, às 18h no Goethe-Institut de PortugalLançamento do Audiolivro Memórias de um Craque de Fernando Assis Pacheco. Publicadas há 38 anos no jornal Record e reunidas em livro pela Assírio & Alvim, estas crónicas ganham agora novo fulgor na voz de Nuno Moura, poeta, recitador e jogador de bancada. São evocações dos tempos de iniciação futebolística de um infante conimbricense destinado a gloriosos feitos desportivos – não só foi o maior craque da Rua Guerra Junqueiro no que à bola diz respeito, como também em disputas de berlindes, botões, matraquilhos, guarda-chuvas nos carris, corridas de bicicleta ou tiro ao lombo (de gato), entre outras modalidades.
Além de 2 CD´s áudio, a edição em audiolivro das Memórias de um Craque inclui fotografias inéditas e textos de Mário Zambujal, José Carlos Vasconcelos, Nuno Costa Santos e Nuno Moura.
Voz: Nuno Moura
Editora: Boca
Além de 2 CD´s áudio, a edição em audiolivro das Memórias de um Craque inclui fotografias inéditas e textos de Mário Zambujal, José Carlos Vasconcelos, Nuno Costa Santos e Nuno Moura.
Voz: Nuno Moura
Editora: Boca
e ainda a apresentação do videolivro " Anda Cá Que Eu Já Te Conto", segundo volume da colecção HOT – Histórias Oralmente Transmissíveis
... viagem pelo universo dos contadores tradicionais alentejanos, com uma ponte para a nova geração pela mão de Luís Carmelo. Ilustrado por António de Carvalho, o videolivro (textos + DVD) articula-se com uma exposição em grandes formatos das ilustrações e apresentações ao vivo do contador Luís Carmelo.
Voz: Várias
Editora: Boca
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago (1922-2010)
Na ilha por vezes habitada
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
in Provavelmente Alegria, Caminho, Lisboa, 1985, 3ª Edição
quinta-feira, 17 de junho de 2010
where a story comes from

"I especially like stories with extended landscapes, strong women, big feelings..."
"every story has a shape, a music, a rhythm"
hoje ao final da tarde, Muriel Bloch falou do seu trabalho e do modo como o realiza, da mesma maneira como conta as histórias que escolhe para o concretizar: tece as palavras com cuidado e graça, envolve-nos nelas e de seguida, devolve-nos a uma cama macia. a da memória colectiva.
fiquei ainda mais curiosa por ouvir o que vai passar-se amanhã aqui.
terça-feira, 15 de junho de 2010
palavras ditas (baixiiiinho)
por uns dias, as palavras farão caminho tranquilo por aqui e eu vou sair ao encontro delas. procuro histórias e lugares frescos.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
próximo futuro
Palavras Daqui, Dali e Dacolá
Contos tradicionais da América Latina, da África e da Europa são o ponto de partida para invenções e recriações de histórias de ontem e de hoje, usando a tendência para acrescentar um ponto em cada conto contado. E para contar estas histórias temos de tudo um pouco. Palavras, certamente, mas também objectos, sons e gestos.
O programa é intenso, com sessões contínuas de manhã à noite, no Jardim. Temos contadores de profissão e contadores de eleição ... que esperam por nós nas tendas, na barraquinha ou no consultório de contos.
Para todas as idades, desde miúdos até aos graúdos temos actividades que partilham as palavras, os contos, a música e o fio da imaginação.
O programa é intenso, com sessões contínuas de manhã à noite, no Jardim. Temos contadores de profissão e contadores de eleição ... que esperam por nós nas tendas, na barraquinha ou no consultório de contos.
Para todas as idades, desde miúdos até aos graúdos temos actividades que partilham as palavras, os contos, a música e o fio da imaginação.
programação completa aqui
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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