quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

o céu de Bachelard



Tire partido dos seus impostos, visite mais vezes o paraíso!


(Fernando Alves, ontem, a propósito de uma entrevista de Camila Alire, presidente da Associação das Bibliotecas Americanas (ALA), ao El Pays)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

mau começo


pop-out fobias

não vou começar o ano com medos, mas que este é um espanta-espíritos que pode ajudar muita gente, lá isso é!



o autor é Matthew Reinhart, conhecido pelos seus trabalhos com vários autores, entre eles Maurice Sendak, com o belíssimo "Mommy?".

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

começar bem o ano


 «Dois mil e dez, mostra o que trazes nas mãos, vê onde poisas os pés.




O sopro vital anima seres, insufla o espaço, preenche o tempo: palavras, imagens, ideias, objectos, gestos, atenções, decisões… Viver na biodiferença, sobreviver na biodignidade.»

O medo é um inquilino parasitário.
Will you help to find my fear, please?
O miradoiro é o melhor tesouro.
What´s the bottom price of a mirage?
Todo o poderoso é oneroso.
What does power taken by surprise have to fear?
A hereditariedade é o forro da alforria.
What will take the future be like after lunch?
O casaco de Darwin está na origem das espécies de bolso.
In wich pocket should the helping hand be?
O paraíso encontra-se nos perdidos e achados.
What colour do you usually paint paradise?
Há perguntas que descansam na paz da resposta.
What question should you ask when you´ve got the answer?»


2010 FORMAS DE SER ESTAR 2010 FREQUENTLY ASKING QUESTIONS
Agenda 2010. Ano Internacional da Biodiversidade, Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social
com 54 ilustradores de diferentes nacionalidades + texto de Eugénio Roda
em português e inglês, tradução de Ana Saldanha, Edições Eterogémeas, 2009


encomendas e mais informação aqui


rainy day

ontem passei o dia nisto:


mais me valia ter ido aos saldos!
(img. daqui)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

lustro do dia

ouvir África aqui, enquanto me roo de inveja!



(obrigada por esta prenda, cn)

sábado, 26 de dezembro de 2009

negras, as cores

agora já posso tocar-lhe em português. chegou no trenó da Bruaá


Como descrever as cores? como (re)conhecê-las sem as ver? a que sabem, o que sugerem ou o que fazem sentir? um joelho ferido, a doer, pode bem ser "o vermelho"... o chocolate a deslizar na boca sabe a "castanho", "o amarelo" a mostarda e tem a suavidade de uma bochecha de bebé. azul, é a cor que tem o céu quando o sol aquece a cabeça de Tomás.
Linhas brancas desenham palavras e escrevem imagens num livro para ler, sentir e imaginar (em Braille podemos também seguir caminho). este livro não se esgota na vulgar ideia de que os sentidos se podem substituir entre si ou que à falta de um deles, os outros se reforçam e compensam. a paleta de sensações que Tomás nos oferece é infinitamente maior do que isso e cada cor deixará de ser apenas a cor que se vê. um livro belíssimo!
(reedição deste post) 


O Livro negro das cores
Menena Cottin e Rosana Faría
Bruaá Editora

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

boa ceia!






img. daqui


"Do peru, está tudo dito. Elefante de aviário, o peru não aguenta mais apodos. Podemos, no entanto, garantir que o peru rupe, que não é mau com puré e que, embora prue, morre muito com urpe.

O melhor peru é o do vale do Epru. Mas não paga a pena mandá-lo vir de lá. Chegaria a vossas casas sem aquele 'repu' que o caracteriza. Podeis, perum, supermercá-lo: vitaminado, vacinado, pesado, congelado, embalado, carimbado, comprovado.

Aproveitai, no presente de Natal, este superperu, que, para o ano, vendê-lo-ão já mastigado, em bisnagas cheias de préu."

Alexandre O'Neill, Peru, 1981

(obrigada Miguel por me recordares este texto e um bom Natal)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

o natal


continuo a não conseguir correr no Natal; fico sempre para trás, atávica. a minha irmã e a minha mãe faziam a árvore e aprimoravam a casa. eu arranjava desculpas, saídas que não podia adiar. voltava só depois. este filme parece-se com o Natal que gostava de ter.
(filme de Michael Dudok de Wit com música de Arcangelo Corelli)

domingo, 20 de dezembro de 2009

a ponte do diabo


o tempo não chegou para ir, mas trouxe um livro que fala dela.




águas de Inverno, cascatas ruidosas, caudal assustador no Rabagão; um malfeitor e o diabo às voltas num desfiladeiro pedregoso. 
a alma vale uma ponte.



 um pároco e um ritual de salvação




e de novo, o rio para atravessar.



uma prece; milagre precisa-se: uma ponte por onde seguir caminho, indiferente seja o reino que a coloque ali.


"Pelo Deus das águas puras do Rabagão ou pelo Diabo das pedras negras, apareça aqui uma ponte de pedra!"



e o diabo não se faz rogado...




«És tu Satanás?»


« E de imediato atira o hissope da água benta que levava para aspergir o criminoso moribundo,em direcção à figura tétrica do diabo, que arreganhava os dentes brancos na outra margem da cascata.»



«Ouviu então, na confusão das águas em cachão, que até as pedras moldam ou furam,um estrondo de ficar surdo acompanhado de um cheiro a enxofre e o diabo desapareceu...»



Mas a ponte ficou.



Misarela, a ponte do Diabo
Padre António Fontes e Alex Gozblau
Editora Meiosdarte, 2005



quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vinde ver um mundo a acabar!*


Vilarinho-Seco, Alturas do Barroso


 Coimbró, Alturas do 
Barroso

 
  
Padornelos, Montalegre
*
 para que este mundo não acabe, João Botelho filmou-o, e Montalegre inaugurou recentemente este Ecomuseu ; é por aqui

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

lufada de ar








































































 (pelo Barroso)


Cette lumière
n’est pas à décrire
elle se boit
ou se mange(...)

Abdellatif Laâbi (Prémio Goncourt de Poesia 2009)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

caminho da liberdade


Jean-Louis Ducamp
Terramar





um filme de Philippe Grammaticopoulos

no dia em que se comemora o 61º aniversário da Declaração Internacional dos Direitos Humanos, siga as propostas da secção portuguesa da Amnistia Internacional para hoje e para todos os dias.

domingo, 6 de dezembro de 2009

por esta ou por aquela?





Título: Andar por aí
Texto: Isabel Minhós Martins
Ilustrações: Madalena Matoso

Planeta Tangerina


"A estrada antiga e a estrada nova.
Dois caminhos possíveis para chegar ao mesmo destino.
Duas viagens quase paralelas, cada uma com as suas peripécias.
Quem andou mais quilómetros?
Quem chegou mais depressa?
Quem encontrou mais surpresas?
Quem ficou mais cansado?
Quem aproveitou melhor o tempo?
Quem nem deu pelo tempo passar?
Quem enjoou pelo caminho?
Quem chegou “num tirinho”?

As respostas encontram-se estrada fora.
Apertem os cintos, vamos lá arrancar..."


parabéns ao Planeta Tangerina pelo prémio na Coreia. o papel de lustro deseja bons caminhos e continuará atento a todas as passagens!


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

iniciações

ao folhear este livro (ali ao lado, na barra das novidades),



lembrei-me de uma exposição que vi no CCB há uns atrás, parece-me que no final de 2003: Das Histórias Nascem Histórias, ilustrações de Fernanda Fragateiro a partir do universo literário de Sophia de Mello Breyner Andresen.
uma enorme espiral, ilustrada dos dois lados, recriava os cenários de
A Menina do Mar e A Árvore. na parte interior da espiral, o mar da menina (e do polvo e do caranguejo e do peixe), Fernanda Fragateiro desenhou algas e animais marinhos e um imenso azul!






«No dia seguinte de manhã eu voltei ao palácio. E o Rei do Mar sentou-me no seu ombro e subiu comigo à tona das águas. Chamou uma gaivota, deu-lhe o frasco com o filtro das anémonas e mandou-a ir à tua procura. E foi assim que eu consegui que tu voltasses.
- Agora nunca mais nos separamos - disse o rapaz.

- Agora vais ser forte como um polvo.
- Agora vais ser sábio como um caranguejo - disse o caranguejo.
- Agora vais ser feliz como um peixe - disse o peixe.
- Agora a tua terra é o Mar - disse a Menina do Mar.

E foram os cinco através de florestas, areais e grutas.



na parte exterior, A Floresta de Isabel,


território de surpresas e encontros,










lugar perfumado, retirado da banalidade do mundo.





desta exposição, guardo este outro livro,



« (...) um livro para ler, com as mãos, com os olhos, com a voz... com todos os sentidos.», espécie de catálogo.
é um objecto lindo e por ele começo (muitas vezes nele acabo) com os meus alunos, o caminho à roda de Sophia. as papoilas, as folhas de plátano, a Isabel e o anão, as borboletas e toda a ilustração da Fernanda Fragateiro, acrescentam ainda mais claridade a textos de que gostam e faz crescer-lhes uma vontade muito grande de desenhar. pena tenho eu, de há muito tempo não encontrar por aí mais livros com lustros desta magnífica ilustradora.
(mais sobre Fernanda Fragateiro aqui)

sábado, 28 de novembro de 2009

live city



gosto de despojos, das marcas que os dias deixam nos muros e nas casas, tanto quanto me enternece este labor criativo e itinerante capaz de criar significados vivazes pelas cidades.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

fashion fairy tale


























Little Girl & Boy Lost
Hansel e Gretel na versão de Annie Leibovitz para a Vogue americana de Dezembro.
via (obrigada, Filipa)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

to remember











































o portfolio de Pamela Murphy é um baú onde reconheço memórias possíveis. dá vontade de pendurar estas imagens, uma a uma, no estuque branco e depois fingir que são primos e tios, vizinhos, surpreendidos em brincadeiras, em silêncios e sossegos de infância. ou então, procurar o que restou de sucessivas perdas e montar com essas outras verdades um cenário bonito, numa parede acabada de lavar. depois, convidar os amigos para virem ver e apresentar-lhes a família emoldurada.

(mais aqui)