quinta-feira, 29 de outubro de 2009

50 anos, por tutatis!




os primeiros li-os em francês e mais tarde segui em frente, trespassando cada um que aparecia. Astérix era o verdadeiro herói. o substituto de um Viriato beirão, apagado numa história pouco entusiasmante.
para mergulhar no lustro oficial é por aqui

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

city fun

gostava que nas cidades, algumas coisas pudessem ser assim tão simples .
(clicar nas imagens)





projecto The Fun Theory (via cn)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

lustro do dia













resistentes e orgulhosas, as cidades visíveis de Amy Casey. foi por elas que nos últimos dias revisitei Marco Polo.
(img. daqui e daqui)

domingo, 25 de outubro de 2009

o outro lado do espelho


img.
Colleen Corradi Brannigan


"Os antigos construíram Valdrada à beira de um lago com casas todas varandadas umas por cima das outras e com ruas altas que fazem assomar à água os parapeitos em balaustrada. Assim o viajante ao chegar vê duas cidades: uma direita sobre o lago e uma reflectida de pernas para o ar . Nada existe nem acontece coisa numa cidade que a outra não repita, porque a cidade foi construída de modo que todos os seus pontos fossem reflectidos pelo seu espelho, e a cidade na água contém não só todas as estrias e os remates das fachadas que se elevam por cima do lago, mas também o interior das casas com os tectos e pavimentos, a perspectiva dos corredores, os espelhos dos armários. Os habitantes sabem que todos os seus actos são ao mesmo tempo esse acto e a sua imagem especular, a que pertence a especial dignidade das imagens, e esta sua consciência proíbe-os de se abandonarem por um só instante ao acaso e ao esquecimento.
O espelho ora aumenta o valor às coisas, ora o nega. Nem tudo o que parece valer muito por cima do espelho, consegue resistir quando espelhado. As duas cidades gémeas não são iguais, porque nada do que existe ou acontece na cidade é simétrico: a cada rosto e a cada gesto respondem do espelho um rosto ou um gesto inverso ponto por ponto. As duas cidades vivem uma para a outra, olhando-se continuamente nos olhos."


As Cidades Invisíveis, Italo Calvino, Teorema


sábado, 24 de outubro de 2009

imaterialidade



"Kubla
i pergunta a Marco, – Quando tornares ao Poente, repetirás à tua gente as mesmas histórias que me contas a mim?
– Eu falo falo – diz Marco – mas quem me ouve só fixa as pérolas que deseja. Outra é a descrição do mundo a que dás benignos ouvidos, outra a que correrá os grupos dos estivadores e gondoleiros nos canais da minha cidade no dia do meu regresso, e outra ainda a que poderei ditar em tardia idade, se fosse feito prisioneiro pelos piratas genoveses e posto a ferros na mesma cela com um escrivão de romances de aventuras. Quem comanda o conto não é a voz: é o ouvido."



img. Nora Sturges


"Embora situada em terreno seco, surge sobre altíssimas palafitas, e as casas são de bambu e de zinco, com muitos poleiros e varandas, postas a diferente altura, em andas que se sobrepõem umas às outras, ligadas por escadas de madeira e passeios suspensas..."(Zenobia)


As Cidades Invisíveis, Italo Calvino